quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Vida Depois... Do Fim Das Relações

Há uns dias, uma amiga ligou-me para me convidar para a festa de aniversário surpresa do namorado. Como sou das amigas mais antigas dele, também me pediu para lhe dar algumas sugestões de amigos - que ela, eventualmente, não conhecesse - e confessou-me que estava hesitante em convidar um dos amigos dele porque nós tínhamos sido namorados e ela não sabia se me incomodava a presença dele. Foi simpática, mas não havia qualquer problema. Já foi há tanto tempo que mal lembro.O fim das relações passa sempre por vários estágios. Primeiro atravessamos a fase em que temos a certeza absoluta que o tipo é um imbecil e que não tarda nada - tipo 10/15 minutos - vai-se arrepender e voltará de joelhos a implorar o nosso perdão. É a fase da negação da sou-a-mulher-mais-infeliz-do-mundo-e-nunca-ninguém-sofreu-o-que-estou-a-sofrer-e-isto-é-muito-pior-do-que-a-fome-em-África-ou-o-cancro-da-próstata. E então se ele teve o descaramento de proferir a frase «podemos ser amigos, que dizes?», aí sim, é grave. Não. Se nós fomos os responsáveis pelo fim, sim, queremos ser amigos para atenuar o sentimento de culpa; agora se fomos as vítimas, a amizade está fora de questão e só desejamos que um pesado com atrelado lhe passe por cima.
Depois vem a fase em que só pensamos nele 298 vezes por dia, e este valor vai diminuindo com uma série de factores, cujas variáveis mudam de pessoa para pessoa: pensar mais em nós, estarmos com os amigos, pensar mais em nós, conhecer pessoas novas, pensar mais em nós, sair mais...
De seguida vem a fase em que se o virmos num bar, restaurante ou até mesmo na rua, já vai sendo suportável a sua presença. Bem, se ele vem acompanhado com alguma marafona pindérica - mesmo que ela até seja, sei lá, a namorada do amigo -, voltamos a ficar em baixo, mas com a certeza que a pindérica não estava tão gira como nós.
E por fim vem a fase em que arrumamos os bonecos de vudu e já não nos incomodam minimamente. Esta fase é superada com a conjugação de um enorme amor-próprio e, se acontecer, com um novo amor. Não é que eu ache que as novas relações sirvam para esquecer outras, mas seria hipócrita se dissesse que não ajuda.

|Imagem - Sarah Jessica Parker e Chris Noth|

23 comentários:

Ricardo disse...

Depende muito das pessoas.
Um factor que ajuda a ultrapassar é a distÂncia. esqueces mais facilmente se não vires.pessoalmente, quando acabo com alguem, prefiro mesmo dar um tempo. a história de permanecermos amigos dá geralmente falsas esperanças. é demasiado tortuoso para quem ouviu um "já chega" quando não estava à espera.
Tenho uma ex namorada de há um ano já (desde que acabámos) e ela segue anónimamente o meu blog, e fazia comentários ofensivos em anónimo até eu proibir tal no blog. depois disso adoptou uma técnica de criar um blog e falar mal de mim lá. é tudo muito relativo de pessoa para pessoa.

*B* disse...

Sim, Ricardo.

Cada um tem a sua forma de encarar, baseado na experiência.

Lamento o que aconteceu contigo. Espero que tudo se resolva!

L'Enfant Terrible disse...

Bolas! E pensava eu que era mau por desejar regar malta com gasolina! Afinal parece que não estou só!

Anónimo disse...

Muito boa descrição :D

Anónimo disse...

No fundo, são mesmo essas as fases depois do fim de uma relação. E conclui-se, que com o devido tempo, tudo passa, mesmo que não haja uma nova relação (embora concorde que esta facilita e ajuda muito). Claro que há excepções, há quem não consiga esquecer e nem queira, há quem fique obcecado... tudo depende das pessoas, que são todas diferentes umas das outras.
Gostei do post. :)

Beijinhos :)

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Nokas disse...

Acho que faz parte do processo de recuperação passar por essas fases :)

AlexandraPaixão disse...

Tenho de concordar querida...

B. disse...

Eu acho que depende e muito, da forma commo a relação terminou. Mas também acho que não há nada que o tempo não apague ;-)

Joana disse...

Eu nao sei lidar ainda... ao fim de 2-3meses, mas pelos vistos há gente que demora mais a digerir o assunto...
distância, amigos e tal e coisa... mas eu tenho é saudades =(

dri disse...

Adorei o post!

Acho que o aceitar do fim de uma relação, o esquecer e até o perdoar (sim, porque acho que para seguirmos temos de perdoar o sofrimento que causaram e o que causamos também), não depende apenas das pessoas (diferentes pessoas diferentes reacções) mas também das relações... Há relações mais profundas que outras, com mais ou menos cumplicidade, entre outras coisas.

disse...

É isso mesmo!;)

Saltos Altos Vermelhos disse...

Há fins de relações e fins de relações! LOL

*B* disse...

Enfant, é ver o que suja menos! ;p

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Amelie, :)

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Sorriso, concordo com tudo. Cada um vive a separação da sua forma e acho que até mesmo a relação [a sua intensidade, por exemplo] influencia a separação.

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Nokas, sim, de uma forma ou de outra... Talvez há quem passe por mais estágios e há quem omita outros. Depende, não é? É subjectivo.

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Minnie, obrigada, querida!

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Bêzinha, o tempo... Cura [quase] tudo.

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Ju, as saudades são o pior. Eu sei, minha linda. Força!

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Shiine*, ;)

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Dri, sim, claro. Quanto ao perdoar, eu só avancei na vida, quando foi comigo, depois de me perdoar. Eu tinha muito que me perdoar, também.

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Bé*, bem-vinda!

:)

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Saltinho, há mesmo!
[lol]

Cat disse...

Fosse sempre assim, querida! :)

*B* disse...

Cat, :)

sonhosdeumarapariga.blogs.sapo.pt disse...

Exactamente o que se passou comigo :P Felizmente estou na parte de um enorme amor-próprio :P

*B* disse...

sonhosdeumarapariga, que bom!

:)

AnaCCatarino disse...

Olá gostei muito do teu texto, identifiquei-me completamente com ele até porque infelizmente estou a viver a situação que defines... Mas felizmente já estou a arrumar o assunto. mas que custa custa...

*B* disse...

Bridget-Jones, sê bem-vinda!

Lamento o que leio...:(

Lamento que estejas a passar por isto - porque sei o que é, já o passei - mas garanto-te que há poucas coisas que o tempo não cura. E esta é uma daquelas onde o tempo é o melhor remédio.

Falar é fácil, sei, mas é possível. Acredita!

Tudo de bom! :)

Pam disse...

Gostei imenso do texto, acho que descreve perfeitamente a realidade destas situações. E pior, é o retrato das fases que me esperam nos próximos tempos porque, infelizmente, estou no rescaldo de uma relação. Sinceramente não sei porque fase estou a passar, acho que não consigo delimitar da mesma forma como estão descritas mas, apesar disso, acredito que o tempo vai ser meu amigo e mostrar-me que não há nada melhor que o amor-próprio, os amigos e o blog para superar a perda de um amor. E quando se perde esse amor para outra pessoa, assim em menos de um mês? Puuuff...

*B* disse...

Pam, antes demais, sê bem-vinda!

Lamento o que leio, mas reforço isto [por conhecimento de causa; comigo não há o «falar é fácil», sei mesmo]: se tentares, todos os dias um pouco, agarrares-te a tudo isso e tentares gostar cada vez mais de ti, passa. Prometo-te que passa.


Beijinho especial, Pam*

Schnoof disse...

Ora nem mais..

*B* disse...

The Schnoof, :)